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Jogos Educativos  

 

 

O texto de Menezes (2003) aponta várias questões importantes, a principal delas é a compreensão de que os jogos educativos são ambientes de aprendizagem, contradizendo a visão de que o jogo tem como único objetivo a diversão. Menezes também relaciona as contribuições da utilização dos jogos digitais no processo de aprendizagem de crianças, jovens e adultos, de modo a promover um desenvolvimento integral, pois durante o jogo muitas habilidades são estimuladas nas diferentes áreas: visual, espacial, linguagem escrita, lógico-matemática, emocional, imaginária, etc.

 

 

Atualmente, já existe a possibilidade de crianças, jovens e adultos participarem da programação desses jogos, exigindo das mesmas a ampliação e complexidade de suas habilidades. A programação requer outras habilidades essenciais na relação educativa, a cooperação, a interação, o diálogo, favorecidos entre os educandos pela necessidade de avançar nas etapas da construção do jogo.

 

O jogo favorece a autonomia, a aprendizagem auto-regulada (Piaget), entretanto, isto não dispensa a presença efetiva do professor que deve ter clareza dos objetivos, funcionamento dos softwares, do planejamento, da avaliação junto com os alunos. O olhar positivo para a utilização do jogo como ferramenta educativa é considerá-lo como mais um aliado no processo de aprendizagem numa era na qual não há fundamento negar a tecnologia, mas descobrir novas interfaces de ambiente digital que já faz parte da vida dos educandos.

 

 

Fonte: MENEZES. C.S. (Org.). Informática Educativa II – Linguagens para Representação do Conhecimento. Vitória:UFES, 2003. Fascículo usado em cursos de graduação do NEAD/CREAD/UFES.

 

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